Postado 24 de março de 2026 em Blog por Bruno Baldacci

Durante anos, brigamos por clique. Antes de mais nada, ajustamos mídia, refinamos segmentações e, sobretudo, disputamos cada centavo nos leilões das plataformas. Contudo, atualmente, esse jogo mudou e mudou rápido. Em outras palavras, já não se trata apenas de capturar atenção, mas de conquistar espaço dentro da resposta.
Assim sendo, surge um novo conceito central: o “share of model”. Ou seja, o quanto a sua marca aparece, é interpretada e, principalmente, é recomendada por inteligências artificiais como o ChatGPT. Afinal, quem domina a resposta, domina a decisão.
Primeiramente, é importante entender o que está acontecendo. Diferente dos formatos tradicionais, os “anúncios” em interfaces conversacionais não aparecem como banners ou interrupções. Pelo contrário, eles surgem como respostas diretas e contextualizadas.
Por exemplo, quando alguém pergunta “qual o melhor notebook até R$ 5.000?”, a IA responde com sugestões. Nesse sentido, algumas marcas aparecem naturalmente, enquanto outras, por outro lado, sequer são consideradas.
Assim, o “share of model” passa a ser determinante. Isto é, não basta investir em mídia, é preciso ser compreendido e priorizado pelo modelo. Com efeito, estamos falando de uma lógica em que relevância supera exposição.
Anteriormente, o marketing operava majoritariamente por interrupção. Ou seja, impactávamos o usuário enquanto ele navegava, consumia conteúdo ou, eventualmente, se distraía. Entretanto, agora lidamos com intenção ativa.
O usuário, nesse novo cenário, já chega com uma pergunta clara. Portanto, ele não quer ser convencido, ele quer uma resposta. E, nesse contexto, a IA atua como um filtro altamente eficiente.
Desse modo, o jogo muda completamente:
E, ainda mais importante, o “share of model” passa a refletir confiança, contexto e consistência. Afinal, não se trata apenas de aparecer, mas de ser escolhido.
Em princípio, o funil tradicional era dividido em etapas. Contudo, atualmente, ele está sendo comprimido. Em síntese, tudo acontece quase simultaneamente.
O novo fluxo é claro:
Ou seja, a jornada deixa de ser linear e passa a ser imediata. Nesse sentido, se a sua marca não aparece na resposta, ela simplesmente não entra na consideração.
Portanto, o “share of model” se torna crítico. Afinal, é ele que define quem participa, ou não, da decisão. Em outras palavras, a ausência na resposta equivale à invisibilidade.
Certamente, medir “share of model” ainda é um desafio. No entanto, já existem caminhos práticos.
Em primeiro lugar, é possível simular perguntas reais e analisar quais marcas aparecem. Além disso, deve-se observar a frequência de menção e, igualmente, o posicionamento dentro da resposta.
Entre os principais pontos de análise:
Além disso, sinais indiretos ganham força. Por exemplo:
Dessa forma, o “share of model” passa a ser construído a partir de múltiplos fatores. Isto é, não depende de um único canal, mas de um ecossistema completo.
O SEO, certamente, não acabou. Contudo, evoluiu. Agora, além de rankear no Google, é necessário ser compreendido por modelos de linguagem.
Nesse sentido, algumas mudanças são fundamentais:
Ao mesmo tempo, a mídia paga também assume um novo papel. Ou seja, deixa de ser apenas um motor de tráfego e passa a alimentar a percepção da marca dentro dos modelos.
Assim, o “share of model” se conecta diretamente com estratégia. Em outras palavras, marketing deixa de ser apenas distribuição e passa a ser influência sobre a resposta.
A disputa do marketing mudou. Já não é mais sobre quem gera mais cliques, mas sobre quem aparece na resposta certa, no momento certo.
Sem dúvida, o “share of model” será um dos principais indicadores dessa nova era. Afinal, ele traduz presença, relevância e capacidade de influenciar decisões mediadas por inteligência artificial.
Nesse cenário, a FRN³ atua justamente na interseção entre tecnologia, dados e estratégia. Com efeito, ajuda empresas a se posicionarem não apenas nos canais tradicionais, mas, sobretudo, dentro das novas interfaces que estão redefinindo o e-commerce.
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