‘Share of model’ está mudando o jogo!

A nova disputa do marketing não é por clique, é por presença na resposta da IA

Durante anos, brigamos por clique. Antes de mais nada, ajustamos mídia, refinamos segmentações e, sobretudo, disputamos cada centavo nos leilões das plataformas. Contudo, atualmente, esse jogo mudou e mudou rápido. Em outras palavras, já não se trata apenas de capturar atenção, mas de conquistar espaço dentro da resposta.

Assim sendo, surge um novo conceito central: o “share of model”. Ou seja, o quanto a sua marca aparece, é interpretada e, principalmente, é recomendada por inteligências artificiais como o ChatGPT. Afinal, quem domina a resposta, domina a decisão.

Recomendações conversacionais: a nova mídia invisível

Primeiramente, é importante entender o que está acontecendo. Diferente dos formatos tradicionais, os “anúncios” em interfaces conversacionais não aparecem como banners ou interrupções. Pelo contrário, eles surgem como respostas diretas e contextualizadas.

Por exemplo, quando alguém pergunta “qual o melhor notebook até R$ 5.000?”, a IA responde com sugestões. Nesse sentido, algumas marcas aparecem naturalmente, enquanto outras, por outro lado, sequer são consideradas.

Assim, o “share of model” passa a ser determinante. Isto é, não basta investir em mídia, é preciso ser compreendido e priorizado pelo modelo. Com efeito, estamos falando de uma lógica em que relevância supera exposição.

Intenção ativa vs. Marketing de interrupção

Anteriormente, o marketing operava majoritariamente por interrupção. Ou seja, impactávamos o usuário enquanto ele navegava, consumia conteúdo ou, eventualmente, se distraía. Entretanto, agora lidamos com intenção ativa.

O usuário, nesse novo cenário, já chega com uma pergunta clara. Portanto, ele não quer ser convencido, ele quer uma resposta. E, nesse contexto, a IA atua como um filtro altamente eficiente.

Desse modo, o jogo muda completamente:

  • Antes: disputa por atenção
  • Agora: disputa por recomendação

E, ainda mais importante, o “share of model” passa a refletir confiança, contexto e consistência. Afinal, não se trata apenas de aparecer, mas de ser escolhido.

Do funil tradicional à jornada direta: da pergunta à decisão

Em princípio, o funil tradicional era dividido em etapas. Contudo, atualmente, ele está sendo comprimido. Em síntese, tudo acontece quase simultaneamente.

O novo fluxo é claro:

Pergunta → Resposta → Decisão

Ou seja, a jornada deixa de ser linear e passa a ser imediata. Nesse sentido, se a sua marca não aparece na resposta, ela simplesmente não entra na consideração.

Portanto, o “share of model” se torna crítico. Afinal, é ele que define quem participa, ou não, da decisão. Em outras palavras, a ausência na resposta equivale à invisibilidade.

Como acompanhar a participação nas respostas da IA

Certamente, medir “share of model” ainda é um desafio. No entanto, já existem caminhos práticos.

Em primeiro lugar, é possível simular perguntas reais e analisar quais marcas aparecem. Além disso, deve-se observar a frequência de menção e, igualmente, o posicionamento dentro da resposta.

Entre os principais pontos de análise:

  • Frequência de citação em diferentes prompts
  • Presença nas primeiras posições das respostas
  • Consistência entre diferentes modelos de IA
  • Clareza e estrutura das informações da marca

Além disso, sinais indiretos ganham força. Por exemplo:

  • Conteúdo com autoridade
  • Dados estruturados
  • Avaliações e reputação
  • Descrições claras e objetivas

Dessa forma, o “share of model” passa a ser construído a partir de múltiplos fatores. Isto é, não depende de um único canal, mas de um ecossistema completo.

SEO e mídia na era da relevância algorítmica

O SEO, certamente, não acabou. Contudo, evoluiu. Agora, além de rankear no Google, é necessário ser compreendido por modelos de linguagem.

Nesse sentido, algumas mudanças são fundamentais:

  • Conteúdos mais diretos e semânticos
  • Estrutura clara e organizada
  • Contexto rico sobre produtos
  • Integração entre canais

Ao mesmo tempo, a mídia paga também assume um novo papel. Ou seja, deixa de ser apenas um motor de tráfego e passa a alimentar a percepção da marca dentro dos modelos.

Assim, o “share of model” se conecta diretamente com estratégia. Em outras palavras, marketing deixa de ser apenas distribuição e passa a ser influência sobre a resposta.

A disputa do marketing mudou. Já não é mais sobre quem gera mais cliques, mas sobre quem aparece na resposta certa, no momento certo.

Sem dúvida, o “share of model” será um dos principais indicadores dessa nova era. Afinal, ele traduz presença, relevância e capacidade de influenciar decisões mediadas por inteligência artificial.

Nesse cenário, a FRN³ atua justamente na interseção entre tecnologia, dados e estratégia. Com efeito, ajuda empresas a se posicionarem não apenas nos canais tradicionais, mas, sobretudo, dentro das novas interfaces que estão redefinindo o e-commerce.

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