Postado 27 de janeiro de 2026 em Blog por Bruno Baldacci

Durante anos, ampliar o sortimento foi visto, quase automaticamente, como sinal de maturidade digital. Afinal, mais SKUs significariam mais opções, maior cobertura de demanda e, portanto, mais vendas. Contudo, atualmente, grandes operações começam a enfrentar uma dor silenciosa: o catálogo no e-commerce deixou de ser vantagem competitiva e passou a comprometer performance, eficiência e tomada de decisão.
Esse efeito, aliás, fica ainda mais evidente no início do ano. Conforme dados recentes do mercado, janeiro e fevereiro seguem como meses estruturalmente mais fracos para o e-commerce nacional. De acordo com a Neotrust | E-commerce Brasil, o início de 2024 apresentou retração no volume de pedidos em relação ao fim do ano anterior, reflexo direto da cautela do consumidor. Ao mesmo tempo, o Ebit | Nielsen aponta que a taxa média de conversão segue pressionada desde 2023, sobretudo em operações com maior complexidade de navegação.
Em princípio, um portfólio amplo deveria aumentar as chances de conversão. Entretanto, isso só acontece quando o cliente consegue entender, comparar e decidir com clareza. Caso contrário, o excesso vira ruído. Em operações maduras, o crescimento desordenado do catálogo costuma gerar sobreposição de produtos, filtros excessivos, categorias pouco intuitivas e uma busca interna incapaz de interpretar intenção.
Assim sendo, o catálogo no e-commerce deixa de apoiar a jornada e passa a atrapalhá-la. Não por falha tecnológica, mas por ausência de estratégia.
A complexidade raramente aparece como erro visível. Pelo contrário, ela se manifesta de forma silenciosa: queda gradual de conversão, aumento do tempo até a decisão e dependência crescente de mídia para sustentar resultados. Ainda que o tráfego exista, a experiência não ajuda o cliente a decidir.
Nesse sentido, períodos de demanda mais fraca funcionam como um teste de estresse. Com menos margem para erro, operações complexas sofrem mais, pois desperdiçam oportunidades reais de venda. Ou seja, o problema não é falta de produto, mas excesso sem curadoria e sem hierarquia.
Simplificar, portanto, não significa reduzir sortimento. Pelo contrário, trata-se de reorganizar a lógica de apresentação e decisão. Em outras palavras, o foco deixa de ser o estoque e passa a ser o contexto. Estratégias eficazes incluem curadoria orientada por uso, arquitetura de informação centrada na decisão, páginas de produto mais claras e uso de dados comportamentais para reorganizar categorias e vitrines.
Dessa maneira, o catálogo no e-commerce volta a cumprir seu papel principal: facilitar a escolha, não dificultá-la.

Não há motivo para pânico, mas há urgência em agir. O início fraco do ano não é uma exceção, mas um sinal. Ele evidencia onde a operação perdeu eficiência ao longo do tempo. Quando o catálogo se torna um problema de negócio, a solução não está em mais mídia ou mais banners, mas em estratégia, dados, arquitetura e tecnologia bem aplicada. É justamente nesse ponto que a FRN³ atua, apoiando grandes operações na reorganização de seus e-commerces por meio de desenvolvimento tecnológico, CRO, BI, SEO, CRM e estratégias que conectam aquisição, conversão e relacionamento ao longo de toda a jornada digital.
Fonte:
Neotrust | E-commerce Brasil (2024)
Ebit | Nielsen Webshoppers (2023–2024)
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